MC PAPO

Belo Horizonte (MG)
20 milhões de visualizações de "Piriguete"

Alexandre Materna tinha 16 anos quando, sobre uma base de reggaeton, gravou "Piriguete" e a soltou na rede, em 2006. Pouco depois, viu que ela havia estourado em lugares como Pará, Mato Grosso, Goiás e Maranhão.

— A galera do forró, do tecnobrega, é um público muito aberto — lembra Materna, o MC Papo, hoje com 19 anos.

Papo segue uma tendência que cresce subterrânea no país: o reggaeton. Variação dançante do reggae, com canto falado como no rap, o ritmo tem se popularizado nas periferias. O MC aposta em seu desenvolvimento por aqui.

— Gosto de rap, mas o reggaeton é mais suingado, mais brasileiro — avalia. — Acredito que ele vai fazer o rap, enfim, virar uma música brasileira. Porque
o reggaeton vai estourar, mas como a batida é a mesma, vai saturar e, a partir daí, sofrer mutações aqui, ser incorporado (diz, descrevendo um processo similar ao do funk carioca).

Nascido na Bélgica (o pai é belga), criado em Belo Horizonte, MC Papo faz em suas músicas crônicas sobre personagens como a tal piriguete e sobre situações como os campeonatos de som automotivo — febre no Brasil inteiro.

— Canto a vida de todo dia, as gírias, o que a galera gosta de fazer — explica. — Não gasto quase nada nos clipes. Os atores são amigos, filmo com uma máquina digital, dessas de bater foto. O clipe no qual investi R$ 12 mil não bombou.

Papo lançou, de forma independente, o CD "Futuro ex-pobre", que pode ser baixado em seu site. Gravadora?

— Já conversei com gravadoras, mas não chegamos num acordo. Eles querem assinar contrato para quatro discos, isso não me interessa. E querem ter o poder de aprovar minhas músicas — conta. — Por enquanto, é melhor ficar independente. Até porque tenho muito o que aprender.
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Escrito por Dermeval Neves

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