Você pode até não saber o que é Reggaeton, mais com certeza já dançou, ouviu ou curtiu várias música de tal estilo. Os hits... “Radinho de Pilha”, “Tá solteira”, “Dança do Cavalo” e a tal da “Piriguete” que toca muito nas rádios e porta-malas de carros turbinados com alto falantes e tweeters. E também as diversas versões que os Dj’s fazem ou até mesmo músicas como: "Amigo Fura Olho”, “Dominado”, “Amor, Amor” entre outras...
Então, vamos saber um pouco mais desse gênero que vem ganhando tanto espaço pelo mundo.
O ritmo criado em Panamá e moldado nas ruas de “Puerto Rico” (Porto Rico), onde já vinheram grandes fenômenos como os Menudos, hoje é um estilo que se espalhou por todo o mundo, e cantados em vários idiomas. Estilo este, que é uma vertente do hip hop que incendiou e continua a incendiar as pistas latinas, americanas, européias e até japonesas.
Surpreende agora, ao sair dos guetos para o topo das paradas americanas - Billboard, Grammy Latino, MTV Awards - e influenciar o “maistream” - como o disco da colombiana Shakira, “Fijación Oral”, reggaeton de ponta. Depois foi a vez de Jennifer Lopez voltar às origens, desembarcando em San Juan, capital de Porto Rico, ao lado do rapper Pharell Williams. J.Lo e Pharell gravaram nos estúdios da Luny Tunes, a produtora mais poderosa do reggaeton. Aos poucos, a coisa chega ao Brasil. Gasolina, do rapper Daddy Yankee, foi sucesso indiscutível nas rádios e uma das músicas mais baixadas como toque de celular. E até a cantora "Wanessa Camargo” também importou e incorporou o gênero, no seu CD, “W” cantando seu hit “Amor, Amor” nesse estilo recém criado.
Tudo começou, no final dos anos 80, mais ou menos na mesma época em que, Thaíde e DJ Hum lançavam os pilares do movimento hip hop brasileiro, na Estação São Bento do Metrô em São Paulo. A associação entre o hip hop brasileiro e o reggaeton, o hip hop porto-riquenho, é inevitável. As raízes do reggaeton estão no Panamá, como invenção do rapper El General. Era o "spanish reggae". O reggae cantado em espanhol fez um certo sucesso e logo foi importado por um clube de Porto Rico, o The Noise. Lá, aspirantes a rapper improvisavam em cima dos discos de reggae vindos do Panamá, sob a batuta da trinca de DJs do reggaeton - DJ Nelson, Mr Goldy e DJ Playero. Foram aqueles garotos que aperfeiçoaram o ritmo e o levaram ao sucesso, se tornando as estrelas de hoje - como Daddy Yankee, Tony Touch, Tempo, Vico C.
A mensagem das ruas é a mesma - a luta de classes pós-moderna, a pobreza nas esquinas, o convívio com as drogas, bandidagem, a vida na periferia, o sexo -, só muda a base. E é justamente a base do reggaeton que chama a atenção e faz do ritmo algo de fato contagiante. Os caras pegaram o sex appeal do próprio dancehall jamaicano e misturaram à pegada latina, principalmente a salsa. A base suaviza os vocais nervosos dos rappers, que cantam num inacreditável splanglish. Dito isso, não é difícil de imaginar como são os bailes: praticamente iguais aos bailes funk do Rio. Muita popozuda, muita calça jeans de cintura baixa. Os artistas, que parecem ter deixado a inocência e caído de vez no “showbizz”, dão o que o povo quer - são muitas as letras de duplo sentido. O documentário Chosen Few, que reconstrói a história dos ex-garotos pobres de San Juan, levanta a polêmica sobre a associação entre o reggaeton e o sexo. Rappers e produtores dão de ombros. "Quando você é pobre, a única coisa que te faz feliz, de graça, é o sexo. O que mais se pode fazer sem gastar dinheiro?", questiona o produtor Luny Tunes. Críticas à parte, os rappers porto-riquenhos, agora estabelecidos como astros pop e com contratos com as maiores gravadoras do mundo, acreditam que o reggaeton amplifica a voz do povo latino. Mas, o maior alvo aí, é a indústria cultural americana que eles conseguiram tomar de assalto.
É isso aí, viva o Reggaeton!!!






































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