Calle 13 em São Paulo

Após gravar com Maria Rita, Calle 13 faz show em São Paulo.

 René Pérez, o "Residente" da banda porto-riquenha Calle 13, diz que a estreia do grupo no Brasil, no dia 25 em São Paulo, vai ser com "pé direito", em sintonia com o abrasileirado CD que será lançado em outubro.
"A música brasileira é uma das primeiras influências da banda. Vamos começar a entrar nesse mercado com quem a gente gosta, que faz boa música. É uma felicidade", diz Residente.

O grupo porto-riquenho acaba de gravar faixa com Maria Rita para o novo CD "Detonación C-13". Sonha ainda, afirma o vocalista, em conseguir uma participação de Caetano Veloso.

Residente em show do Calle 13 em Caracas, em julho
Residente em show do Calle 13 em Caracas, em julho
Calle 13 e Maria Rita estão entre as atrações do festival TelefónicaSonidos, que começa em 21 de setembro no Jockey Club em São Paulo.

Estarão no palco artistas da cena latino-americana e brasileira, do cubano Pablo Milanés à paulistana Maria Gadú. A banda chega com alguns anos de atraso ao país.

Formada por Residente, 32, seu irmão de criação Eduardo Cabra, o "Visitante", 31, e com participação da irmã Ileana Cabra, o Calle 13 estourou em 2005, com dois hits que explicam o apelo popular do grupo e seu lugar garantido no "red set", o Jet set de esquerda.

Naquele ano, quando já havia assinado um contrato com a Sony e gravava o primeiro CD, o Calle 13 lançou, pela internet, "Querido FBI", um rap de protesto pela morte de um ativista porto-riquenho durante uma operação policial no protetorado americano no Caribe. "Porto Rico livre", pede a canção.

O CD de estreia trouxe ainda "Atrevete-te", um reggaeton rasgado por um solo de clarinete e uma letra abusada: "O que me importa se você gosta de Coldplay?"
"Atrevete-te" é um hit até hoje nas discotecas, de Miami a Mar Del Plata, para dizer que é possível rir e rebolar até o chão ao mesmo tempo.

A mescla valeu ao grupo os rótulos de "reggaeton alternativo", "hip-hop latino". Residente rejeita os dois. "Seria injusto com meu irmão, que faz a pesquisa musical. E comigo, pelas letras e pelo conceito", explica.
"Tampouco me interessa fazer hip-hop. É muito real para minha realidade. Não é um clichê de rapper que está falando da favela. Tampouco é social. Há música para dançar e esquecer que se tem de pagar o aluguel. Falo da urbe, de tudo à minha volta."

À sua volta, neste momento, há sua namorada brasileira, que também ajuda a abrasileirar o novo disco. "Ela se chama Renata. É de Nova Bassano, no Rio Grande do Sul", diz Residente.


PARA ENTENDER O CALLE 13

NOME "Rua 13" é o nome do condomínio onde morava René Pérez, o Residente, em Porto Rico
O QUE TOCAM Ganharam espaço na esteira do sucesso do reggaeton. Carregam no rap, esmeram-se nos metais e usam até bossa nova
O QUE ESCUTAR Os hits são "Atreve-te" e "No Hay Nadie como Tú"'
QUARTO DISCO Em outubro lançam "Detonación C-13"

PRINCIPAIS ATRAÇÕES DO FESTIVAL
23.SET Pedro Aznar e Maria Gadú
24.SET Fito Paez, El Canto del Locco e Capital Inicial
25.SET Yamandu Costa e Alfredo Rodriguez

TELEFÔNICASONIDOS
ONDE Jockey Club, av. Lineu de Paula Machado, 1.263
QUANDO de 21/9 a 25/9
QUANTO de R$ 80 a R$ 180, ingressos à venda em www.ingressorapido.com.br
CLASSIFICAÇÃO livre (menores de 16 anos só com responsável) 
Fonte: Folha.com

Com o show de Calle13 acreditasse que o Reggaeton ganhará mais força aqui no Brasil. Calle13 é um grupo  de grande nome e já chegou a ganhar 5 prêmios no Grammy Latin em 2009. 
"Esse show promete" comenta os fãs reggaetoneiros que estão ansiosos para que chegue logo a estreia do grupo em território nacional.
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Escrito por Dermeval Neves

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