MANDANDO A REAL COM: Woody [ Entrevista Completa ]

A cada dia que passa o Reggaeton no Brasil vem crescendo aos poucos e novos artistas vem surgindo pra fortalecer o movimento. Dessa vez o nosso site foi atrás do artista Woody, que faz sucesso no Caribe e vem com um projeto de fazer sucesso com o Reggaeton no Brasil. Diretamente de Curaçao, brasileiro nascido em Minas Gerais, solteiro e fala 5 idiomas, Woody, é o primeiro artista a participar do nosso quadro 'MANDANDO A REAL'.



1. Primeiramente o por que cantar Reggaeton e quando e como foi seu primeiro contato com o ritmo?


Foi quando eu vim morar em Curaçao (Caribe) quando eu tinha 8 anos de idade, o meu primeiro contacto foi em uma fita de um amigo que tinha várias músicas de Reggaeton nos anos entre 97 e 98.

2. O que te motivou a cantar Reggaeton?


A verdade é que sempre gostei de cantar, já havia cantado em igreja e em outros lugares, mas quando escutei Reggaeton, me apaixonei. Só escutava Reggaeton e aos 14 anos comecei a compor letras e não parei mais.

3. Quais são seus maiores ídolos e inspirações?


Tenho vários ídolos no Reggaeton, mas tem uns que são fundamentais citar: Daddy yankee , Wisin y Yandel y Arcangel. Mas tenho vários, como Don Omar, Nicky Jam, dentro outros.


4. Por ser brasileiro,  houve algum preconceito cultural ou até musical por cantar um ritmo ainda pouco conhecido no Brasil?


Preconceito no Brasil eu não tive por que saí com 8 anos de idade e ainda não conhecia o gênero. Não pensei que seria artista. Quando cheguei no Caribe que fui desenvolvendo a vontade de cantar, daí com 12 anos comecei na música e as pessoas já não sabiam que eu era brasileiro por que eu já dominava o idioma e me acostumei com a cultura. Com 14 à 15 anos, eu já tinha um grupo musical e já lançava minhas músicas, mas ninguém além dos meus amigos sabiam que eu era brasileiro. Atualmente que eu fui ao Brasil e senti um certo preconceito com o Reggaeton, na verdade não era bem um preconceito, percebi uma estranheza com o gênero. As pessoas perguntavam o que era Reggaeton "O que é isso?", e muitas vezes diziam que conheciam, mas quando eu perguntava quais cantores eles gostavam, não sabiam responder. Alguns citavam a canção "Danza Kuduro", porém aquela canção não seria exatamente um Reggaeton, ali há várias misturas. Na Europa, nos Estados Unidos e Caribe, no geral, percebo que as pessoas se surpreendem quando eu digo que sou brasileiro, mas nunca senti preconceito, por contrário, eles admiram muito ver um brasileiro cantando Reggaeton. Só no Brasil que percebi que eles não conhecem muito o gênero.
5. Quais cantores brasileiros você mais gosta?


Como sempre morei fora não escutei muita música brasileira, mas meus pais sempre escutaram e eu escutei toda minha infância canções de Renato Russo, Skank, Netinho, Banda Beija Flor, Ivete... Gosto muito de música da Bahia, Axé, Forró... meus pais sempre escutaram.


6. Quais são seus projetos para 2015? 


Vários! Por agora tem um Reggaeton em espanhol que vai sair em breve que chama Polos Opuestos. Tem uma com Mc Marcinho que vai sair agora em Julho com clipe e várias outras em Espanhol. Para 2016 já estarei trabalhando forte no Brasil, fazendo shows e etc...

7. Reggaeton é conhecido por ser um estilo bem envolvente e flexível, se misturando com vários estilos em todo canto do mundo. O que você tem a dizer sobre essas misturas e como você vê essa mistura no Brasil?  De qual forma poderia ser feita?


Mistura sempre é boa. Depende, se fazer bem.

Acho que no Brasil poderia misturar o Reggaeton com quase todos os ritmos, basta saber fazer ou achar a química certa.

8.  O Reggaeton é o gênero mais bem sucedido na América Latina. Na sua opinião, o por que no Brasil ainda não é tão reconhecido e o que falta pro gênero crescer?


Mundialmente falando, o Reggaeton hoje é um dos ritmos mais fortes e em todos os países da América Latina é o ritmo número 1, só não é ainda no Brasil. Por sempre ter morado fora, não sei dizer ao certo o por que, mas pelo o que tenho visto no Brasil, o país ainda trabalha muito fechado com os ritmos brasileiros e como não há muitos cantores de Reggaeton no Brasil dificulta. Além do que não há muita acessibilidade nas rádios e há as vezes competições entre ritmos nacionais pra garantir seu espaço e acaba fechando as portas para outros ritmos como o Reggaeton. O que falta é ter uma boa influência de locutores nas rádios, programas destinados a tocar esse tipo de música, falta ter mais páginas falando sobre o gênero, precisamos de mais sites, mais festas de Reggaeton, aparições na televisão, colaborações com artistas grandes e principalmente investidores.

Eu acredito que é fundamental ter um programa fixo nas rádios que toque Reggaeton de todo lugar do mundo, inclusive os brasileiros e que um vá passando pro outro e assim a coisas vão crescendo, e as outras rádios vão querer seguir essa tendência também. Então... falta um movimento mais sólido.
Eu entendo que não seja uma tarefa fácil, mas tem que começar por algum lugar e as rádios tem um papel super importante nisso, pois eu sei que no Brasil já houve várias colaboração com artistas grandes, mas se a rádio não toca, nada acontece. Rádio é importante, pois toca no carro, no seu trabalho, no supermercado, na internet, alcança mais pessoas e o movimento cresce.

9. Sabendo de toda essa dificuldade do reconhecimento do gênero no Brasil o que te fez olhar para o Brasil? Ou já era um desejo antigo? 


Essa dificuldade me deu mais interesse.
Porque sei que o Reggaeton pode pegar em qualquer lugar.

Sabendo que no Brasil ele ainda não vingou, eu que sou 100% reggaetoneiro, gostaria de ser o primeiro ou uns dos primeiro a fazer história no Brasil.

E o mas importante que apesar de não parecer, eu sou Brasileiro e defenderei a bandeira do Reggaeton Brasileiro. Não adianta eu ficar conhecido no mundo a fora, se o meu país não me conhece. Quero fazer sucesso no meu país.

10. Como é a cena do Reggaeton no Caribe?

Aqui é bem conhecido! Todos sabem o que é. Aqui todos o Reggaeton sempre está em alta, você sai e ouve Daddy Yankee, J Balvin, Nicky Jam, Yandel... aqui todos os grandes nomes do Reggaeton são bem conhecidos e muito tocado, nem sei dizer qual é mais, vai de gosto.
11. Indo pra vida mais íntima...  Conta aí...  Como vc é?  Tímido?  Pegador?

Já fui pegador. (risos)
Hoje em dia não, estou mais tranquilo, focado na carreira.

12. Qual significado do nome Woody?

Esse é o meu nome mesmo: Woody Rodrigues Sampaio. Até hoje eu não entendi muito bem por que meus pais me colocaram esse nome, mas eles me tiveram muito jovem e meu pai gostava do Woody Allen.

13. Um sonho?

Meu sonho agora é ver o Reggaeton bombando no Brasil

14. Existem muitos Reggaetoneiros espalhados pelo Brasil e muitos ainda estão frustrados pelo Reggaeton não estar tão em alta como nos outros país, até por que os cantores de reggaeton no Brasil não tem espaço na mídia.  O que você tem a dizer para essas pessoas e sobre o movimento Reggaeton no Brasil?

Não desistir nunca!
Por que isso é uma luta não só pra quem canta, mas também do público, o pessoal que gosta e conhece o Reggaeton. Já conheci vários brasileiros que viajaram e todo o brasileiro que já colocou os pés fora do Brasil conhece Reggaeton e todos adoram e muitos também se frustam em ir em uma balada e nunca escutar um Reggaeton, ir em uma festa e nunca escutar um Reggaeton, ligar a TV, mudar de canal, assistir um Faustão, um programa da Fátima e não ter Reggaeton, assistir uma novela e não ter temas de Reggaeton e nem tocar nas cenas, nem ver na Malhação. Então isso é uma luta mesmo, e o Reggaeton tem que chegar no Brasil, pois eu vi isso acontecer com o próprio Reggaeton aqui fora. Quando eu comecei a escutar Reggaeton lá em 98, o Reggaeton não era muito conhecido, era conhecido em alguns países apenas, só que eu tive a sorte de conhecer um colega com 9, 10 anos de idade ele era do Panamá e a mãe dele era da República Dominicana e nesse tempo, era os únicos países que escultava Reggaeton. O Reggaeton praticamente não era conhecido. E nesse tempo no Caribe foi a mesma coisa, eu escultava Reggaeton, mas ninguém conhecia. Eu mostrava para várias pessoas em Curaçao,mas ninguém conhecia. De repente, de uma hora pra outra o Reggaeton começou a explodir na América Latina e nos Estados Unidos e virou o que é hoje em dia. Eu vi isso acontecer desse lado aqui! Tanto que hoje em dia o Reggaeton é o ritmo número 1 nos prêmios Billboard, nos Grammys, dentre outros e em todos os Reggaetoneiros ganham premiações. O ritmo mais escutado, mais tocado, é sem dúvidas o Reggaeton. Eu vi o ritmo crescer aqui no Caribe, então isso pode acontecer no Brasil, basta nunca desistir, cada vez mostrar mais o ritmo, apresentar paras mais pessoas, nunca parar, sempre conseguir novas espaços e assim mais pessoas vão se juntar a causa. As coisas vão aparecendo e acontecendo aos poucos. Vocês agora descobriram que existe um brasileiro que sempre morou fora e que é praticamente um reggaetoneiro boricua, porto riqueñnho, colombiano, mas na verdade é um brasileiro. Então é isso, quem já canta, seguir cantando, quem não canta, mostra aos amigos. Isso é uma luta que todo mundo tem que fazer a sua parte. É necessário mostrar cada dia mais o Reggaeton, fazer tocar nas festas, falar pros sete cantos, perguntar "Você conhece o Reggaeton? Escuta!" É preciso divulgar! Pois ninguém quer testar nada novo, as rádios não querem começar a provar algo novo, ninguém quer gravar uma coisa nova, mas quando pega uma massa eles são obrigados a tocar.

15. Um recado para seus fãs de Curaçao  e para os fã de Reggaeton no Brasil?

Que esperem muito mais de mim. E representarei sempre a bandeira e trabalharei forte para crescer o Reggaeton no Brasil.


CONHEÇA UM POUCO MAIS SOBRE O TRABALHO DO WOODY!


Em uma de suas viagens ao Brasil, o artista Woody deu entrevista para o programa de TV 'Amaury Junior', onde ele fala sobre a sua carreira.


Assista ao vídeo clipe da canção "Que tengo que hacer" junto com o artista 'QD'. 




POSTAREMOS EM BREVE UM VÍDEO COM A ENTREVISTA QUE O WOODY DEU COM EXCLUSIVIDADE AO NOSSO SITE!

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Escrito por Dermeval Neves

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