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Site brasileiro 'Catraca Livre' reproduz notícia sobre campanha feita na Colômbia contra algumas letras depreciativas em canções antigas de Reggaeton e causa Polêmica



O site brasileiro Catraca Livre postou ontem (30/07) uma matéria (VEJA A MATÉRIA) a respeito da campanha feita pela fotógrafa Lineyl Ibáñez junto com alguns estudantes de Desenho Visual da Universidade Jorge Tadeo Lozano de Bogotá (Colômbia), que busca denunciar e interpretar através de imagens, algumas canções antigas de Reggaeton. A notícia gerou um certo desconforto para quem acompanha o gênero musical, principalmente para quem acompanha a cena atual do Reggaeton, onde as letras são em sua maioria letras que valorizam e elevam a mulher. A fotógrafa ainda tenta explicar que a campanha não diz respeito a ir contra o gênero musical, mas sim de interpretar o que se toca por ai e reproduzimos sem percebermos. Todavia, muitos disseram que a campanha é extremista e exagerada e que generaliza e difama todo um gênero por poucos exemplos. Em resposta à esses comentários sobre sua campanha a fotografa responde nas redes sociais "Lhes informo que é uma crueldade, não só em Bogotá, senão em todo o mundo: As mulheres são vítimas e estamos lutando pela igualdade e respeito". 

Veja algumas fotos da campanha:






A campanha feminista, que tem o objetivo de denunciar as letras machistas e violentas do popular estilo musical , repercutiu nas redes sociais e dividiu opiniões.
O discurso parece bonito e de boa intenção, todavia atrasado e tendencioso. É notório em qualquer estilo musical que o sexo sempre foi tema de vários hits de sucesso, mas é claro que é mais interessante se falar dos que estão no auge e que divida opiniões e consequentemente no que já sofre ataques constantemente, como é o Reggaeton, que incomoda muita gente por ser um som da periferia que alcançou o nível mundial.

É comum e excitante depreciar um estilo musical perseguido pela burguesia. Já que em todos estilos musicais há canções machistas e de apelo sexual, por que apenas falar do Reggaeton? O que diz algumas outras canções de Bachata, Salsa, Cumbia, Rock, Pop , Funk, Pagode? Dizem que a campanha não é direcionada ao gênero reggaeton, todavia, foram pegas apenas letras de reggaeton. Se a intenção é denunciar canções apelativas, por que não buscar isso em outros gêneros?

Com isso é extremamente clara a posição preconceituosa e difamatória que a campanha carrega com ares de inocência e denúncia. Inclusive as imagens da campanha são mais apelativas do que as próprias palavras ditas, e não se dá pra olhar com bons olhos uma campanha que denuncia apelo de uma forma totalmente apelativa, chega a ser irônico! Inclusive chega a ir além do sensacionalismo, vira indução à uma troca agressiva de ofensas pela internet, cada um julgando e induzindo o ódio entre gêneros musicais.

Vejas alguns exemplos:




Por infelicidade, o site brasileiro Catraca Livre nesta quinta feira (30/07) reproduziu essa infeliz campanha com intuito de gerar mais conteúdo de apoio ao feminismo, todavia os reflexos dessa matéria no Brasil, onde o Reggaeton não é muito conhecido, podem gerar uma série de problemas para quem admira o estilo e pior ainda para quem não conhece o gênero, tendo uma visão totalmente distorcida, preconceituosa e difamatória sem nem ao menos conhecer o gênero, que por sinal tem várias canções que mostram a força da mulher, sua independência e que inclusive denuncia o machismo. Não se pode falar de um todo, pegando como exemplos partes isoladas. O Reggaeton é o estilo mais ouvido e apreciado entre os jovens da América Latina.

O Reggaeton é presente em todas as premiações, nas Tvs e nas rádios e principalmente sempre está no Topo das canções mais tocadas de toda América Latina.  Mesmo sabendo que as afirmações da campanha se referem a canções antigas, muitas até de 10 anos atrás quando o Reggaeton ainda não havia alcançado o seu nível mundial, e que naquela época o apelo sexual por parte de muitos cantores era notório, é preciso tomarmos cuidado, pois o Brasil não conhece muito bem o gênero,  e isso pode afastar as pessoas ou criar uma imagem da qual não é verdadeira. Então antes de noticiar uma campanha que querendo ou não é difamatória, é preciso ao menos mostrar o outro lado, sempre é bom mostrarmos os dois lados da moeda.

Vejam alguns comentários gerados na página do Catraca Livre no facebook sobre a matéria!





As noticias sobre a campanha já geravam muita polêmica MUITO, mas, muito antes de chegar ao Brasil.



É importante salientarmos que nosso site repudia qualquer tipo de incentivo a violência ou ao ódio e que não concordamos com qualquer conteúdo que tenha esse teor. Nossa matéria foi feita com o intuito de mostrar que não se pode julgar um todo por uma pequena parte e que não se deve se aproveitar de pequenos exemplos pra tentar difamar um gênero, que não se julga caráter por estilo musical, tão pouco se julga todo um gênero por poucas músicas. Fazemos um trabalho sério com o Reggaeton no Brasil e entendemos que matérias que induzam uma imagem superficial e preconceituosa do gênero não podem passar despercebidas.


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